quarta-feira, 12 de maio de 2010

Teto



Sentei na beirada da cama e fui escorregando até deitar.
Olhava o teto enquanto um frio me consumia bem devagar
Parecia que placas de gelo eram colocadas no meu corpo
e conseguia sentir o meu calor indo embora.
Incomodada com o frio, me virei para o lado
lá estava: o outro lado da cama vazio.
E o frio tomou conta de mim, pele, ossos, órgãos, veias
mas dessa vez não eram placas, eram punhais.
Congelei e busquei o teto na tentativa de me aquecer.


Lucrécia.